LULA MINISTRO
- A DERROCADA FINAL
DO TIRO DE MISERICÓRDIA
O tiro de misericórdia
é uma instituição de piedade, é a situação da qual o vivente, ausente que estão
todas as possibilidades de retomada da vida, recebe o golpe fatal que lhe tira
o último suspiro.
O próprio Jesus
Cristo foi vítima desta prática, posto que seu sofrimento agonizante sequer era
suportado pelos seus algozes, tendo segundo a tradição da igreja, que São
Longuinho (em episódio muito bem relatado pelo finado Padre Léo que há de ser
canonizado – vejam sua vida a obra na internet), então soldado de Roma,
desferido o golpe de lança que fulminou com a Morte de Cristo, fato que, após
arrependimento gerou a possibilidade de se tornar Santo.
A questão é desferiu
o golpe por piedade, e, por esta razão, não tomando acento com os zombadores,
acabou por ter tido a possibilidade de se redimir.
Este é o ponto, o
referido tiro é um ato de respeito a condição humana anterior, a vida em
plenitude que não mais tem condição de pulsar da mesma forma, ou melhor, sem
possibilidade de retorno, e, por ausência de retomada do curso anterior, é
desferido referido golpe.
Sob a ótica do
permissivo divino, previsto em Isaías 700 anos antes, e, conciliando com a
figura do oniconhecimento (onisciência), o fato em si ficou restrito ao
referido momento e, por esta razão, dignificado pela Igreja, logo, não se pode
falar em ato de covardia pura e simples, se trata de ato de compaixão, ainda,
que possa ser visto às avessas, por conta de toda a tortura anterior.
Seu fundamento filosófico
se espraia pelo conceito de sofrimento, seu sentido e real necessidade, ao
ponto de que, sofrimentos indesejáveis ou intoleráveis, e, sob a ótica da
espiritualidade cristã sem sentido, posto que se encerra com a vida que há de
vir, repleta de luz, deve ser estancada, e, neste patamar, de forma digna, em
que houve o respeito a integridade dos ossos prevista em Isaías 700 anos antes.
Não se está fazendo
apologia a eutanásia ou qualquer outra forma de abreviar a vida, a condição do
Cristo era irremediável para aquele derradeiro instante, e, nossa legislação não
contempla a possibilidade legal de abreviar a vida, a não ser em outras
circunstâncias desimportantes para este fim.
O que importa,
efetivamente, é que no ato de compaixão referido, o protagonista leva em
consideração e respeito o sofrimento não só do vivente em agonia final, como a
de seus familiares, que ante ao show de horrores protagonizada chega ao limiar
da intolerância e ao sentido de ridículo até para quem o realiza.
Não mais suportando
ver o sofrimento do vivente e da população quem planeja se manter no governo, dá
o tiro final, com o objetivo puro e simples de demonstrar força, capacidade de
ser superior aos anseios manifestos de população, mesmo que condenada por
pretender sua liberdade.
Após libertar Barrabás,
a figura do tiro da misericórdia, seria o de transformá-lo senador, ou outro
cargo governamental, para se ter uma ideia do sentido de derrocada que
assumiria o ato de degola do Cristo. Iria além, partiria para o deboche da
população quedada sob o domínio do Circo Romano e seus vilões.
Assim, libertar lula
é repetir o feito de Barrabás, agora nomeá-lo Ministro, após ter a população
declarado sua insatisfação, apesar de dominada pela falta de bom senso de quem
detém a caneta do poder, falta de senso crítico, tal qual a mosca azul que
mordeu os imperadores romanos (aliás a psicologia tem definidos estes arquétipos
como absolutamente nocivos e sem solução, a exemplo do próprio Hitler e outros)
O Imperador se torna
surdo e cego à manifestação e vontade popular, nomeando cavalos como senadores,
de modo que, somente quede quando seus próprios assessores não conseguindo mais
conviver com a covardia dos terrores por ele praticados eliminem o problema ao
seu modo.
Não estou fazendo
apologia ao homicídio ou ao pseudo suicídio a que for acometido Vargas, segundo
alguns historiadores sem comprovação, os quais particularmente acredito.
De qualquer forma,
e, voltando ao tema, do tiro de misericórdia banalizado, foco destas linhas, o
soberano poder de Dilma, isolada e sem visão de como retomar a confiança
popular e mundial, busca no líder decadente a retomada de credibilidade
perdida, para tentar somente governar, porque além disto, ou seja, retomada do
desenvolvimento de forma pautada e programada nem pensar.
Lula, porém, já está
desgastado numa esfera muito maior de poder que não admite que pessoas que
tenham contra si os crimes apontados possa exercer o poder como Ministro, são
as pessoas de bem, em número bem maior que as pessoas secas e ensandecidas pelo
poder, que infelizmente ditam os destinos da coisa públicas e dos demais
viventes de bem que hoje padecem de estarem em regime de lenta agonia de
periclitação da vida.
Desta maneira, o que
se espera por óbvio, no cenário maior interno e externo será a recomendação de
reserva, ante a falta de semancol da presidência de, neste particular momento
de extremo sentir da população, nomear Lula Ministro.
Qual o líder
internacional de respeito perante seus subordinados que fará reuniões com
investigado criminalmente sob risco de ser deposto em seu País de origem, à
exceção dos ditadores, nenhum.
Há consenso que líderes
de respeito não se solidarizam com réus de processo criminal, quando o processo
transcorre em regime de absoluta regularidade democrática, quanto aos presos,
ou processados, quando há necessidade de indulto, o Governante não visita
somente pratica o ato para fins de dar cumprimento à lei.
De posse destes
argumentos, a Presidência estará, tal qual os Imperadores Romanos nomeando
cavalos para o Senado, ao nomear Lula Ministro, além de dar o tiro no próprio pé,
demonstrando que não respeita nem a população nem líderes sérios e respectivas
populações de outros países, se isolando cada vez, incorrendo no cenário arquétipos
dos líderes que se perderam pela mosca azul, e, sobretudo, banalizando e
levando a derrocada final a instituição do tiro de misericórdia.
Brasil, 15 de março
de 2016
Hélio Barreto dos Santos Filho
E-mail: heliobsf@oab-sc.org.br;
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