terça-feira, 15 de março de 2016

LULA MINISTRO - A DERROCADA FINAL DO TIRO DE MISERICÓRDIA


LULA MINISTRO

- A DERROCADA FINAL

DO TIRO DE MISERICÓRDIA

O tiro de misericórdia é uma instituição de piedade, é a situação da qual o vivente, ausente que estão todas as possibilidades de retomada da vida, recebe o golpe fatal que lhe tira o último suspiro.

O próprio Jesus Cristo foi vítima desta prática, posto que seu sofrimento agonizante sequer era suportado pelos seus algozes, tendo segundo a tradição da igreja, que São Longuinho (em episódio muito bem relatado pelo finado Padre Léo que há de ser canonizado – vejam sua vida a obra na internet), então soldado de Roma, desferido o golpe de lança que fulminou com a Morte de Cristo, fato que, após arrependimento gerou a possibilidade de se tornar Santo.

A questão é desferiu o golpe por piedade, e, por esta razão, não tomando acento com os zombadores, acabou por ter tido a possibilidade de se redimir.

Este é o ponto, o referido tiro é um ato de respeito a condição humana anterior, a vida em plenitude que não mais tem condição de pulsar da mesma forma, ou melhor, sem possibilidade de retorno, e, por ausência de retomada do curso anterior, é desferido referido golpe.

Sob a ótica do permissivo divino, previsto em Isaías 700 anos antes, e, conciliando com a figura do oniconhecimento (onisciência), o fato em si ficou restrito ao referido momento e, por esta razão, dignificado pela Igreja, logo, não se pode falar em ato de covardia pura e simples, se trata de ato de compaixão, ainda, que possa ser visto às avessas, por conta de toda a tortura anterior.

Seu fundamento filosófico se espraia pelo conceito de sofrimento, seu sentido e real necessidade, ao ponto de que, sofrimentos indesejáveis ou intoleráveis, e, sob a ótica da espiritualidade cristã sem sentido, posto que se encerra com a vida que há de vir, repleta de luz, deve ser estancada, e, neste patamar, de forma digna, em que houve o respeito a integridade dos ossos prevista em Isaías 700 anos antes.

Não se está fazendo apologia a eutanásia ou qualquer outra forma de abreviar a vida, a condição do Cristo era irremediável para aquele derradeiro instante, e, nossa legislação não contempla a possibilidade legal de abreviar a vida, a não ser em outras circunstâncias desimportantes para este fim.

O que importa, efetivamente, é que no ato de compaixão referido, o protagonista leva em consideração e respeito o sofrimento não só do vivente em agonia final, como a de seus familiares, que ante ao show de horrores protagonizada chega ao limiar da intolerância e ao sentido de ridículo até para quem o realiza.

Não mais suportando ver o sofrimento do vivente e da população quem planeja se manter no governo, dá o tiro final, com o objetivo puro e simples de demonstrar força, capacidade de ser superior aos anseios manifestos de população, mesmo que condenada por pretender sua liberdade.

Após libertar Barrabás, a figura do tiro da misericórdia, seria o de transformá-lo senador, ou outro cargo governamental, para se ter uma ideia do sentido de derrocada que assumiria o ato de degola do Cristo. Iria além, partiria para o deboche da população quedada sob o domínio do Circo Romano e seus vilões.

Assim, libertar lula é repetir o feito de Barrabás, agora nomeá-lo Ministro, após ter a população declarado sua insatisfação, apesar de dominada pela falta de bom senso de quem detém a caneta do poder, falta de senso crítico, tal qual a mosca azul que mordeu os imperadores romanos (aliás a psicologia tem definidos estes arquétipos como absolutamente nocivos e sem solução, a exemplo do próprio Hitler e outros)

O Imperador se torna surdo e cego à manifestação e vontade popular, nomeando cavalos como senadores, de modo que, somente quede quando seus próprios assessores não conseguindo mais conviver com a covardia dos terrores por ele praticados eliminem o problema ao seu modo.

Não estou fazendo apologia ao homicídio ou ao pseudo suicídio a que for acometido Vargas, segundo alguns historiadores sem comprovação, os quais particularmente acredito.

De qualquer forma, e, voltando ao tema, do tiro de misericórdia banalizado, foco destas linhas, o soberano poder de Dilma, isolada e sem visão de como retomar a confiança popular e mundial, busca no líder decadente a retomada de credibilidade perdida, para tentar somente governar, porque além disto, ou seja, retomada do desenvolvimento de forma pautada e programada nem pensar.

Lula, porém, já está desgastado numa esfera muito maior de poder que não admite que pessoas que tenham contra si os crimes apontados possa exercer o poder como Ministro, são as pessoas de bem, em número bem maior que as pessoas secas e ensandecidas pelo poder, que infelizmente ditam os destinos da coisa públicas e dos demais viventes de bem que hoje padecem de estarem em regime de lenta agonia de periclitação da vida.

Desta maneira, o que se espera por óbvio, no cenário maior interno e externo será a recomendação de reserva, ante a falta de semancol da presidência de, neste particular momento de extremo sentir da população, nomear Lula Ministro.

Qual o líder internacional de respeito perante seus subordinados que fará reuniões com investigado criminalmente sob risco de ser deposto em seu País de origem, à exceção dos ditadores, nenhum.

Há consenso que líderes de respeito não se solidarizam com réus de processo criminal, quando o processo transcorre em regime de absoluta regularidade democrática, quanto aos presos, ou processados, quando há necessidade de indulto, o Governante não visita somente pratica o ato para fins de dar cumprimento à lei.

De posse destes argumentos, a Presidência estará, tal qual os Imperadores Romanos nomeando cavalos para o Senado, ao nomear Lula Ministro, além de dar o tiro no próprio pé, demonstrando que não respeita nem a população nem líderes sérios e respectivas populações de outros países, se isolando cada vez, incorrendo no cenário arquétipos dos líderes que se perderam pela mosca azul, e, sobretudo, banalizando e levando a derrocada final a instituição do tiro de misericórdia.

Brasil, 15 de março de 2016

Hélio Barreto dos Santos Filho


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